quinta-feira, 15 de maio de 2008

Marketing de guerrilha em palestra na UCPel

Apresentação prepara alunos para concurso com cliente e briefing verdadeiros

Surpreender e conectar o cliente à marca, utilizando mídias alternativas. É isso que busca o marketing de guerrilha, tema de palestra no dia 19 de maio, às 19h no auditório do Campus II da Universidade Católica de Pelotas. Além de reunir estudantes de Comunicação Social, especialmente de Publicidade e Propaganda, a palestra marca início de um concurso.

A proposta nasceu a partir de outra idéia relacionada ao marketing de guerrilha. As estudantes de Publicidade e Propaganda Priscila Krolow e Lorena Trápaga queriam fazer um concurso para os alunos da instituição mostrarem suas idéias de ações fora da mídia tradicional. A palestra vem garantir que todo mundo conheça o tema antes de concorrer.

Para explicar essa nova tendência do mercado, elas chamaram os profissionais da agência Mazah Live Marketing, de Porto Alegre. Os nomes ainda não foram acertados pela agência, mas "os palestrantes serão um da área de planejamento e outro da criação", afirma Priscila.

O concurso começa assim que a palestra terminar. Durante a apresentação, os interessados em concorrer conhecerão o cliente e o briefing no qual deverão se basear para planejar uma ação de marketing de guerrilha. "Esse cliente é real e está apostando em uma nova estratégia. A partir desse concurso, eles querem veicular a melhor campanha". Para isso, a proposta deve ser realmente profissional, o que vai ser julgado por esse cliente oculto e pela equipe da Mazah.

"O marketing de guerrilha é superinteressante, mas é preciso ter cuidado para não ser agressivo." Priscila, que se diz apaixonada pela estratégia, afirma que esse cuidado é necessário já que é difícil saber como o cliente vai reagir.

Além de incrementar o portifólio com a execução da campanha, o aspirante a publicitário que apresentar a melhro proposta ganha um mês de estágio na agência de live marketing. As inscrições no concurso podem ser feitas até a quarta-feira, dia 21.


Na foto, ação da Mazah para divulgar a Claro 3G. Os possíveis clientes "flertaram" com a tecnologia.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Situação permanece no D.A.

Diferença entre as chapas foi de apenas 15 votos


A chapa Movimentação se mantém à frente do Diretório Acadêmico Vladimir Herzog, do Centro de Educação e Comunicação Social, após votação realizada na noite desta quinta-feira, 8 de maio. Foram 156 votos para a chapa 1, a situação, contra 141 votos para a chapa 2. A ficcional chapa 3 recebeu 3 votos.

Depois de uma semana de uma campanha que polarizou as turmas dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Fonográfica e Design de Moda da Universidade Católica de Pelotas, a eleição correu de forma relativamente tranqüila. Desde o início da tarde, representantes e colaboradores da chapa de situação Movimentação e da oponente A diferença é o que nos UNE organizavam o material de divulgação visual, única forma de propaganda não considerada boca de urna.

No início da noite, um pequeno grupo divulgava a chapa 3, que tinha como única 'reivindicação' usar os R$500,00 em caixa no D.A. para comprar bebidas. A brincadeira de alunos do segundo semestre de Comunicação Social tinha o intuito de amenizar o clima de disputa entre os concorrentes. E até um bolão sobre quantos votos a chapa receberia foi organizado. A vencedora foi a acadêmica de Jornalismo, Alessa Rovere.

Participação

Brincadeiras à parte, a presença dos alunos durante todo o processo elitoral foi expressiva. Exatamente 300 dos 534 alunos matriculados nos cursos da antiga Escola de Comunicação Social compareceram à urna. "Desde que estou aqui nunca vi uma mobilização como esta" afirma a presidente do primeiro mandato da Movimentação, Juliana Recart. "Além disso, ouvi de alunos mais antigos que também nunca tinham visto os alunos tão mobilizados em torno de uma eleição de D.A."

O interesse pelo movimento estudantil também agradou o diretor do Centro, professor Jairo Sanguiné. "Estou muito orgulhoso de ver essa retomada da mobilização dos alunos em defesa de seus próprios interesses". E o maior envolvimento com a política discente pode ser visto também no número de pessoas que esperaram pela apuração dos votos. Participantes das duas chapas e alunos curiosos pelo resultado mantiveram o saguão do Campus II cheio até às 23h.

Depois da divulgação - feita pelos próprios representantes da Movimentação na contagem, os acadêmicos Eduardo Menezes e Juliana Recart -, a emoção e o choro tomaram conta das duas chapas. E a disputa deu lugar ainda a um reconciliatoro "vamos fazer essa gestão juntos", dito à presidente Reizel Cardoso pela candidata a vice-presidente de A diferença, Paula Gracioli.

Propostas

A principal bandeira da coligação vencedora Movimentação foi a continuidade do trabalho realizado desde 2007 à frente do D.A. Mesmo com os novos apoiadores, a liderança da coalizão permaneceu a mesma do mandato anterior. Dentre as propostas, estavam discutir a gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE), direcionar as finanças do D.A. para os interesses dos alunos, manter a Acolhida do Campus II, garantir a representação dos alunos no Conselho Universitário e apoiar a formação política dos alunos.

Por sua vez, A diferença é o que nos UNE reivindicava mais espaços para confraternização dos alunos e maior pluralismo na organização do D.A. Para contestar a atuação da gestão anterior, a chapa 2 apresentou como propostas de mudança vibilizar assembléias, tranformar o D.A. em um espaço de encontro e promover eventos esportivos e culturais.


Fotos: Jandré Batista

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Entrevista: Gustavo Spolidoro



Sócio fun
dador da cinematográfica Clube Silêncio, o diretor e produtor de cinema Gustavo Spolidoro fala, em entrevista, sobre o cinema no Brasil, a difusão e a distribuição de filmes e da formação de público espectador. Spolidoro é premiado com seu filme de estréia, o curtametragem Velhinhas, e atualmente lança o longa Ainda Orangotangos.




Jornalismo Digital - Como tu percebes a aceitação do cinema nacional pelo grande público?

Gustavo Spolidoro - Não tem como medir isso. Tem filmes que fazem mil espectadores e outros milhões. Depende do elenco, do lançamento, da distribuidora e principalmente do apelo de público do filme.


JD - O cinema que se produz no Brasil (e no Rio Grande do Sul) é acessível ao grande público?

Spolidoro - Também fica difícil resumir isso, ou generalizar. Os filmes do JORGE FURTADO já alcançaram cerca de 500mil, mas o ultimo fez 150mil. Mesmo assim, é pouco, perto de filmes nacionais que chegam a 1 milhão. Outros filmes gaúchos, mais gaudérios, até vão bem aqui, até tem um apelo comercial, como NETTO PERDE SUA ALMA, mas acabam não emplacando fora daqui.

Mas sim, é acessível sim. Mas qual e quanto é o grande público? 180 milhões de habitantes. 9 milhões vão ao cinema. 500mil é sucesso, mas é grande público? Prefiro que cada diretor encontre o SEU público, independente de pensar em fazer um filme para o público, pois o público, como um ser só, não existe.


JD - Fazer cinema, hoje, no Brasil, pode ser uma atividade rentável? Ela pode ser considerada uma indústria ou um ramo significativo da economia?

Spolidoro - Claro que sim. Pode ser rentável na captação, na produção, na exibição e na venda para TVs. Depende da competência da equipe e principalmente da qualidade do material.


JD - De que forma pode-se fomentar o interesse do público pelo cinema nacional e, mais especificamente, de sua apreciação em salas de cinema e não apenas no DVD?

Spolidoro - Creio que com maior investimento do governo na parte de distribuição/comercialização.


Público, distribuição e oferta

JD- Qual é a relação entre produção, público e distribuição [ou oferta] de cinema? Como essa relação se dá hoje no Estado?

Spolidoro - Nunca é fácil e um filme normal demora as vezes 5 anos pra ser produzido. Mais difícil ainda é conseguir um lançamento de qualidade. Por estarmos longe do centro do País e das grandes empresas de distribuição, fica mais difícil daqui conseguir bons negócios.
Em termos de produção existem filmes feitos em digital, de forma barata, sem recursos governamentais. Esses filmes tem conseguido espaço, principalmente em festivais.


JD - Seria possível dizer que um desses pilares hoje está mais fortalecido que outro? Um deles poderia se fortalecer mais para incentivar os outros dois?

Spolidoro - Não. Na verdade nenhum deles está fortalecido. A idéia do governo sempre foi fortalecer a PRODUÇÃO. Daí, quando se viram com 150 longas finalizados e 50 lançados, se deram conta que deveriam fortalecer a DISTRIBUIÇÃO. Mas isso está começando apenas.


JD - De que formas a Clube Silêncio incentiva a difusão do cinema nacional em circuitos não tradicionais?

Spolidoro - A Clube Silêncio não INCENTIVA. A Clube trabalha com projetos seus. Mas dentro disso, nós procuramos justamente outros nichos, outras formas de exibiçao e produção. Estamos criando nossos meios.


JD - Como iniciativas do tipo da Maratona de Cinema da Z-3 (a qual a Clube Silêncio está apoiando) podem auxiliar na popularização do cinema nacional?

Spolidoro - As pessoas estão, aos poucos, reacostumando-se a ver cinema brasileiro. Normalmente quando entram em contato com filmes, em projetos como a MARATONA ou o RODACINE RGE, surpreendem-se com a qualidade dos filmes. Isso funciona como FORMADOR DE ESPECTADORES e vira uma bola de neve, fazendo com que as pessoas queiram ver outros filmes e saber maios sobre a produção.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Doações de lã viram roupas infantis com a Operação Novelo

Projeto de alunos da Comunicação Social quer arrecadar novelos de lã para serem tricotados por 70 instituições


Junto com o frio começou a Operação Novelo: aqueça seu coração, uma campanha para arrecadar novelos de lã que irão virar roupas para crianças e bebês nas mãos das tricoteiras de mais de 70 instituições beneficiadas pela campanha Bouquet do Amor. A iniciativa da Operação Novelo é dos alunos da disciplina de Comunicação Comunitária e Cidadania, do curso de Comunicação Social da UCPel.

O projeto, lançado no dia 16 de abril no saguão do Campus 2, e os novelos serão arrecadados até o dia 30 de maio. Os pontos de arrecadação são a loja Camminata, o Posto Dom Joaquim, a Casa da Vovó, Loja Buraco D'agulha e o saguão do próprio Campus 2 da UCPel.

Um dos grupos de tricoteiras à espera das doações é o do CETRES - Centro de Extensão e Atenção à Terceira Idade, que irão repassar as peças tricotadas ao Instituto de Menores de Pelotas. "Acho maravilhoso participarmos dessa campanha, porque a ação é um incentivo ao nosso trabalho", a coordenadora do grupo de tricô, Jussara Bernardes.


foto: Rafael Vieira/divulgação

quinta-feira, 13 de março de 2008

Crítica: Oscar Niemeyer, o Arquiteto da Invenção

DVD homenageia os cem anos do arquiteto


Dentre as muitas iniciativas de comemorar o centenário de Oscar Niemeyer, a revista Arquitetura & Construção (Editora Abril) ofereceu ao público, no final de 2007, a sua homenagem, oDVD Oscar Niemeyer. A publicação comercial realmente não tem um nome criativo, mas o que importa verdadeiramente é o documentário Oscar Niemeyer, o Arquiteto da Invenção, que compõe o DVD (assita a trecho).

Em 52 minutos, o especial conta a trajetória do notável arquiteto brasileiro por ele mesmo, por meio de entrevista concedida à editora da revista, Lívia Pedreira, ao engenheiro José Carlos Sussekind e ao arquiteto Ciro Pirondi, complementada por depoimentos de amigos e pessoas ligadas ao arquiteto. A trilha sonora de Benjamim Taubkin foi comporta especialmente para documentário gravada no Auditório Ibirapuera, espaço concebido por Niemeyer há mais de 50 anos.

Pelo lado bom

Ativo apesar do peso de ter cem anos, Niemeyer fala sobre seus projetos atuais e futuros, comenta suas obras consagradas e mostra um pouco de seu lado descontraído, inclusive falando palavrões em frente às câmeras. Como toda (ou quase toda) obra feita para homenagear alguém, o documentário limita-se ao lado belo e bem visto do arquiteto/artista, sem se preocupar em trazer depoimentos de opositores de seu estilo nem em comentar os problemas que algumas delas apresentam funcionalmente - por exemplo, a péssima acústica da catedral de Brasília. A impressão que se tem é de que os produtores não vêem como algo de bom tom falar mal ou apontar falhas em uma ode.

Mesmo ignorando o lado obscuro e pouco comentado na grande mídia das falhas em certos projetos, a gravação é um registro interessantíssimo, quase uma 'conversa' com um homem extremamente talentoso, que chamou a atenção do mundo por sua obras de vanguarda. Ouvir do próprio Neimeyer a defesa de sua convicção política (é comunista até hoje), suas convicções humanitárias, sobre a aruitura e sobre como vê a importância do espaço público e coletivo para as artes e a cultura, é algo inesquecível, mesmo que por DVD.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Focas ainda na faculdade

Alunos experimentam o mercado em estágios com responsabilidade profissional


A saída precoce dos estudantes de jornalismo para o mercado de trabalho pode provocar o encolhimento da oferta de vagas a profissionais nos veículos de comunicação em nível local. Somente na Universidade Católica de Pelotas, a cada semestre pelo menos 40 estágios são encaminhados por meio da Escola de Comunicação Social (ECOS), tanto para veículos de comunicação - como jornal ou televisão - quanto para assessorias de imprensa. Quem durante a faculdade já mostra as caras no jornalismo pelotense sente a pressão de ser exigido como um profissional e o medo de, depois de formado, perder a vaga para um novo estagiário.

A oportunidade de experiência hoje pode abrir caminhos para o mercado no futuro, entretanto, com o trabalho feito de forma praticamente profissional, uma estagiário pode significar um profissional a menos no mercado. A estudante Maíra Gatto trabalha há um ano e cinco meses no telejornalismo da TV Record local e diz saber que um jornalista profissional poderia estar em seu lugar. "A minha preocupação é de, quando graduada, me deparar com um mercado que tem pessoas não formadas em um lugar como o que eu estou agora [âncora do telejornal local]". Mesmo consciente do impacto que isso pode ter posteirormente, ela afirma que não poderia recusar uma oportunidade como a atual. "Ainda mais em uma cidade em que temos de pagar a faculdade", comenta.

Experiência sacrificante

Outra estudante, que prefere não ser identificada, é estagiária de jornalismo em um veículo local há sete meses, mas acha que trabalha como uma profissional. "É bom agora, pela experiência que eu ganho". Por outro lado, ela diz ter de fazer "um mega sacrifício" para conciliar os estudos e o trabalho. "[O estágio] é bom para o futuro, mas acabo não conseguindo acompanhar a faculdade tão bem como eu gostaria", pondera.

Além dos estágios em veículos de comunicação, o diretor da ECOS, Jairo Sanguiné, destaca o grande número de alunos que praticam seus conhecimentos em assessorias de imprensa, em sua grande maioria remunerados e com acordos assinados entre a empresa, a escola e o sindicato dos jornalistas. "O estágio reflete a o mercado de trabalho. Hoje, a maioria dos formados atuam em assessorias".

Para que os estagiários não sejam apenas mão-de-obra gratuíta ou barata, Sanguiné acredita que o melhor caminho é a regulamentação e a fiscalização do trabalho desenvolvido. Uma forma de minimizar a perda de postos profissionais para estudantes.

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(auto)Crítica ao texto original

O lide do texto original não estava claro e direto como deveria, e citava, desnecessariamente, uma das fontes da matéria. Com a pressa de realizar a tarefa, acabei desenvolvendo um lide truncado, que prejudicou a leitura de todo o texto. Um parágrafo de apenas uma frase também não deveria aparecer.

A falta de espaço entre os parágrafos e a falta de uma imagem ilustrativa também prejudicaram a leitura. Dosar a atenção e a pressa nos próximos textos pode ser uma alternativa para alcançar agilidade e precisão ao mesmo tempo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Porto Alegre vira a capital do heavy metal

Banda britância Iron Maiden transporta os gaúchos para algum lugar no passado


Fazendo juz à pontualidade britância, o Iron Maiden subiu exatamente às 21h no palco do Gigantinho, em Porto Alegre, na quarta-feira, dia 5. Steve Harris, Bruce Dickinson e sua turma relembraram os bons tempos do heavy metal - nos idos da década de 1980 - e levaram 15 mil fãs ao delírio.

Depois de uma apresentação da banda de Lauren Harris (que só valeu por ser filha do baixista Steve), um Dickinson com todo o fôlego abriu o show com Aces High. As músicas seguintes, 2 Minutes to Midnight e Revelations foram seguidas em coro pela platéia.

O cenário egípicio é o mesmo da memorável turnê Powerslave, de 1984. No pano de fundo, temas dos discos apareciam conforme a música tocada. Mas para a quarta música, The Trooper, o mascote Eddie entrou na versão soldado, agarrado em uma bandeira britânica, levando o estádio abaixo.

A apresentação durou, ao total, duas horas - contando os 30 minutos de bis. Nesse tempo, desfilaram 16 músicas para o deleite dos aficcionados à Donzela de Ferro. O ponto alto foi a penúltima música do show, Fear of the Dark, com direito a um "gigante" no palco empunhando uma arma e "fuzilando" a platéia.

Dickinson se despediu elogiando o Brasil e prometendo um retorno em breve. Os fãs aguardam uma 17ª apresentação para logo - e de preferência na capital gaúcha.

O set list:

Intro - Churchills Speech
Aces High
2 minutes to midnight
Revelations
The Trooper
Wasted Years
Can I Play with madness
Rime of the ancient mariner
Powerslave
The Number of the Beast
Heaven can wait
Run to the Hills
Fear of the Dark
Iron Maiden


Bis
Moonchild
Clairvoyant
Hallowed be thy name



Assita a trecho do show do Iron Maiden, com a participação de Eddie


Iron Maiden Walk marca a espera pelo show da banda britânica


Camarim do Iron Maiden - exigências incluem 'bons vinhos locais'